Não era depressão, era dor

6 Abr

Ostra feliz não faz pérola – Rubem Alves, Editora Planeta, 2008. “… não era depressão. Era dor. Um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía. A ostra não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de suas aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, seu corpo fazia o trabalho – por causa da dor que o grão lhe causava.” Acontece com as ostras, acontece com os humanos. Não se entregar ao pessimismo e transformar a tragédia em coisa boa. São os que conhecem a dor que produzem a beleza, para parar de sofrer. Assim me proponho ser: um pequeno grão de areia agente da mudança. Espero que as pequenas “dores” por mim sentidas e provocadas possam ser, eventualmente, transformadas em belos feitos.

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