Filosofia de avestruz

6 Abr

De acordo com a mitologia, os avestruzes são adeptos da filosofia “ser é perceber”, ou como muitos dizem: “aquilo que os olhos não vêem o coração não sente”. Isso porque muitos acreditam que ao perceber sinal de perigo, como um leão se aproximando, os avestruzes enterram sua cabeça na terra – como se achassem que quando não enxergam o perigo, ele não existe. Tudo acabaria bem se a ameaça não fosse real – mas agindo assim, o avestruz acaba na barriga do leão. Li recentemente uma comparação feita entre avestruzes e portadores de doenças crônicas (de longo prazo, doenças para a vida toda, ainda sem cura) e fiquei bastante intrigada. O material dizia que alguns pacientes esquecem de tomar seus remédios, mas segundo Freud, todo esquecimento é intencional – logo, o artigo concluía que esses pacientes não tomam seus medicamentos pois são adeptos da filosofia dos avestruzes: acham que, não percebendo, a doença não existe. Não concordo. Acho que o autor caiu na lenda do avestruz e não reparou nas qualidades e habilidades do animal e dos pacientes. Comparação infeliz. Ele não deve saber o que é travar uma batalha diariamente, não deve saber do alerta e da atenção que pacientes têm diante de situações aparentemente normais do dia-a-dia e também não deve saber da audição e visão aguçadas do avestruz, que permitem prever o perigo à distância. Isso além de que esses animais podem ferir seriamente com seu coice e que, quando correm, conseguem atingir 65km por hora, fugindo do seu predador. Sabemos que o leão existe mesmo quando fechamos os olhos!

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2 Respostas to “Filosofia de avestruz”

  1. karinjantsch 27 de Maio de 2010 às 10:41 AM #

    Sabe Carol, eu já agi como os avestruzes. No início que não queria ver a realidade, achava melhor não acreditar que estava com diabetes. Às vezes eu comia um monte e tentava enganar a mim mesma. Tentava esquecer do problema. Mas infelizmente diferente dos avestruzes, nós humanos temos consciência do perigo e sabemos o que fazer ou como reagir diante de certas situações e eles não, apenas agem por instinto, podem mirar o perigo, mas não possuem táticas de defesa. Compreendi o objetivo da comparação.

    • Carol Naumann 30 de Maio de 2010 às 12:44 PM #

      É, e conhecemos bem o risco de “esquecer” que somos diabéticas, né?! Beijos e te cuida!

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